terça-feira, 22 de julho de 2008

Omalé de Ibeji...Ou Caruru para os íntimos.

Nunca pensei que me divertiria tanto com um típico prato baiano como com esse tal de Caruru - que aqui grafo com inicial maiúscula, tal a importância que adquiriu em terras francesas. Bem assim começou a história...
Veja bem Júlia, sua tia Paula em um belo dia decide fazer um jantar para seu sogro - um legítimo francês, que disse uma vez, que quando morou no Brasil, comeu quiabo e gostou muito. Pois bem, ela pensa, pensa e resolve fazer o tal quiabo e buscando uma receitinha simples(rsrsrsrsrss), decide fazer nada mais nada menos do que um Caruru.
Pelo telefone ela foi me contando todos os detalhes do tal prato e eu avessa que sou à culinária, já estava estafada com toda aquela confecção, mas fui acompanhando o colocar de todos os ingredientes e era coisa que não acabava e ela descrevendo todos os aromas que o tal prato exalava na cozinha a medida em que ela ia colocando os ingredientes.Até o momento em que escrevo este post, ela ainda não terminou a feitura de tal iguaria,mas deixo aqui como sugestão o seguinte:
- Na hora do preparo, deve a cozinheira se abanar e se benzer com um bom ramo de salsa. Lembrar-se que o coentro "o Viagra do homem", deve ser colocado em profusão.
Mesmo que o prato não esteja sendo servido no mês de Setembro, não esquecer de saudar os ibejis ou Erês, Cosme e Damião. Após a saudação,servir a iguaria em gamela de madeira ou tijela de barro (coisa fácil de se adquirir em Paris), tudo isso dito em português e francês, para dar maior veracidade ao momento. Isto feito, resta apenas ter uma noite excelente (se é que comendo isto, ela possa ser ao menos razoável)e dizer:
- Olhe, meu rei, prove este Omalé e Bon Appétit!
Volto depois para contar os efeitos de tão leve degustação....hehehehehehe

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Voltei...

Depois de um tempão eu volto...Aconteceram coisas muito boas neste tempo, mas me deu uma tremenda preguiça de escrever, voce entende né?rsrsrs
Agora vou colocando o assunto em dia, mas hoje é um daqueles dias em que não quero explicar nada e sim colocar uma letra de música de um cara que eu gosto muito. É o Silverio Pessoa, um pernambucano que canta e compõe umas músicas bem diferentes e que eu adoro, aí vai:

Eu Vi a Máquina Voadora
Silvério Pessoa
Composição: Silvério Pessoa / Bráulio Tavares

Saber que quem pensa não é a cabeça
Por mais que pareça saber computar
Os nervos do corpo são cabos de modem
Que sabem e podem sentir ou pensar
Saber que um cachorro entende linguagem
Que os seres humanos já nem sabem mais
Que falta trabalho pra quem só trabalha
E tem muita metralha prá quem pede a Paz…

Saber que o olhar da criança colore
De imaginário o mundo real
E a curva do gume do fio do facão
Tem o talhe da curva do canavial
Saber que nem todos precisam de terra,
Saber que nem todos sabem fazer pão…
E um verso vadio feito de repente
Retrata pra sempre o que viu no clarão.

Eu vi a máquina voadora!!!

Saber que os loucos e os visionários
São dicionários dos sonhos de Deus,
E as almas dos mortos na tribo dos índios
São discos luzindo nos céus europeus.
O flash da foto reflete na gota
De chuva no espinho do mandacaru,
E o brilho ilumina poetas que cantam
Num pé de parede de Caruarú



Unindo os ponteiros da telepatia
E a voz invisível do computador
Eu cruzo os espaços, eu viro energia
Tesão de guitarra, trovão de tambor.
A mente se pluga num mundo de arquivos,
Memórias binárias, visões digitais,
Eletricidade transforma-se em vida
E os raios um dia serão animais.

Eu vi a Máquina Voadora!!!!
Eu vi a Máquina Voadora!!!!