É isso mesmo.Este caso da menina morta supostamente pelo pai e madrasta, causam uma tristeza no meu dia-a-dia, pois há três semanas convivemos dioturnamente com esse caso e seus detalhes mais sórdidos, não há escapatória. Mesmo que eu não queira saber, é só ligar radio, TV, sair na rua e olhar numa banca de jornal, entrar no metro, enfim encontrar qualquer ser humano, que esse horror está lá estampado. Essa curiosidade mórbida para saber os detalhes mais sórdidos do caso, como por exemplo, durante quantos minutos ela ficou sendo esganada...É uma angústia só.
Porém o pior não é isso. Ontem foi o dia do casal se apresentar a polícia para depor. Aí o que se viu foi um show de horrores. As pessoas instigadas pelos apelos da mídia, se concentravam em frente a casa do casal, gritando, xingando e como se podia perceber e como foi noticiado em alguns sites, rindo e se divertindo...Era a malhação do Judas...Era o pior do pior do ser humano.
Eu não acredito que sejamos bons por natureza e que o mundo é que nos corrompe. Eu acredito que somos maus e perversos em maior ou menor grau. Ser bom, generoso, amável, isso tudo é imposto e aprendido com religião, estudos sobre ética, moral,porque se fossemos bons e apenas alguns se desvirtuassem, então só esses teriam a necessidade de aprender, pois os outros já saberiam e teriam virtudes como constituintes de sua personalidade.
Quando eu digo que não sou como eles, quero dizer que talvez esse enquadramento cristão ou a penalização que pode vir dos céus ou da terra, ainda me façam pensar com algum pesar, na família do casal que até então tinha amigos, vizinhos, parentes, uma vida em sociedade e que agora vê sua casa estigmatizada por todos como "a casa dos pais do casal de assassinos" e que tem pedras atiradas e xingamentos os piores lançados contra eles, como se fossem outro tipo de gente, ou bicho, ou coisa, mas não como nós.
Nós?
Ju, isto lido daqui a algum tempo talvez já nem faça mais sentido, mas os crimes continuarão a serem cometidos e as pessoas ainda acreditarão em justiça com as próprias mãos. Mas registrei aqui esse caso e o que me deixa indignada, para que você minha neta, pense que todos estão sujeitos ao erro e que você possa não ser como eles também.
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